Era uma vez...O poder das histórias

Atualizado: 5 de abr.

Por Dani Galhardo

Quantas histórias você já ouviu e contou ao longo da vida? Contar histórias é natural do ser humano – uma tradição social que acompanha a civilização humana desde o tempo das cavernas. É a mais antiga das artes. Nos velhos tempos, o povo se reunia ao redor do fogo para se esquentar, conversar e narrar acontecimentos. As pessoas contavam, repetiam histórias e, assim transmitiam conhecimento acumulado pelas gerações.


Elas são transformadoras… entretêm, curam, nutrem, e nos ensinam muito. Quanto aprendizado existe em uma boa história... Mas, como elas podem contribuir para nosso desenvolvimento pessoal e profissional?


Primeiramente, podemos aprender muito com nossas próprias histórias. Elas nos ajudam a desenvolver habilidades e competências que nem sabemos que temos.


Dentro de nós, temos todos os recursos que precisamos. Sim, todos. Porém, muitas vezes não sabemos como reconhecê-los, e, portanto, utilizá-los. E pior, achamos que não os temos. E nossa vida segue utilizando os mesmos recursos de sempre, aqueles que estamos mais acostumados. Afinal, quando tudo está dando certo, não precisamos de ajuda.


Só que de repente, uma vez que os acontecimentos da vida não estão no nosso controle, coisas inesperadas acontecem: perde-se o emprego, filho fica doente e o tratamento vai durar mais de um ano, vai morar em outro país, pois o marido ou esposa foi transferido, entre tantos outros milhares de fatos novos que estamos sujeitos todos os dias. Nesse momento precisamos de novos recursos para lidar com essas situações. E aí que vem a beleza do ser humano: descobrimos que temos outras ferramentas disponíveis e que não precisamos utilizar sempre as mesmas.

Reconhecemos em nós, foco e determinação para encontrar outras formas de pagar as contas, paciência para aguardar a recuperação do filho, flexibilidade para viver em outro país, com nova cultura e pessoas desconhecidas. E essas novas habilidades não vão embora – elas ficam presentes e disponíveis para serem utilizadas em qualquer nova situação, pessoal ou profissional.


Às vezes, fatos da vida nos obrigam a usar recursos que estavam escondidos dentro de nós e, uma vez que sabemos que temos a ferramenta disponível, acontece um despertar. A partir daí, temos condições de aplicar estes recursos em qualquer esfera da nossa existência - para isso, basta darmos a devida importância para as nossas próprias experiências e estudá-las para descobrir todo o nosso potencial.


E contar histórias também traz benefícios? A resposta é sim, com certeza. Podemos lembrar que Cristo usava as parábolas para passar suas mensagens aos homens. Suas palavras iam do concreto ao simbólico e todos as entendiam. E estamos falando de qualquer tipo de história – podem ser reais, contos, de humor, analogias, fábulas, metáforas, etc.

Uma grande história pode mudar muita coisa. Elas conectam e contagiam as pessoas. Ajudam as pessoas a aprender lições. Têm o poder de prover significado.


Quando você ouve uma história, partes do seu cérebro são ativadas de modo que você consiga encaixá-la dentro das suas próprias experiências e referências de vida. Como um espelho, os ouvintes experimentam atividades neurais semelhantes ao apresentador.


Nas empresas, para os funcionários se importarem com seu trabalho, eles precisam enxergar o significado. E as histórias são capazes de criar esta conexão com as pessoas.


Relembrando o astrônomo e filósofo italiano Galileu Galilei: “Você não pode ensinar nada a um homem, você pode apenas ajudá-lo a encontrar a resposta dentro dele mesmo”. As narrativas têm esse poder. Elas descrevem, envolvem e permitem às pessoas utilizarem seus ensinamentos em sua própria realidade. As respostas estão dentro de cada um.


Dados não movem pessoas. Histórias movem. Então, seguimos vivendo e contando nossas histórias....









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